Os pitacos do Macho (Parte LXVII)



Por Marcelo Duarte Souza



Alfazemas

...E,
Ainda que os ventos apaguem teus rastros,
Ainda que a chuva lave e enfraqueça o teu nome cravado no chão,
Que a enxurrada carregue e destrua tuas lembranças,
Que o sol queime e que a poeira venha a corroer os teus humildes pertences,
Que o teu retrato na parede da sala se desgaste com o tempo,
Ainda assim,
O teu perfume sempre estará em nossos corações.
Sempre e para sempre...

(Macho)



Advertências

... E, mesmo ciente dos obstáculos,
Mesmo enxergando as barreiras,
Acatando aos delírios e ignorando aos avisos,
Eis que, mergulhei no mar do querer!!
Sem mesmo ouvir aos ventos...
Não quis pedir ajuda, nem conselhos,
Nem observar as mazelas, muito menos as consequências,
Não soube atender às exigências...
Por isso,
Afoguei-me em Ti.

(Macho)



Um Sorriso

Foi num dia frio,
Nublado,
Sem graça...
Que te vi pela primeira vez,
Você sorriu,
E o meu coração sentiu...
Não tive chance pra falar,
Muito menos te abraçar,
Mas me contentei em te olhar...
E cada dia após o outro,
Fico atento em esperar,
Teu sorriso a me encantar...
Mas em sonhos você vem,
Sem vergonha e sem pudor,
Teu sorriso me entregar...

(Macho)


* Imagem: https://pixabay.com/pt/bal%C3%A3o-lanterna-luz-c%C3%A9u-menino-3206530/

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