O poder

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Por Yvana Paraguassu Rangel


“De tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se o poder 
nas mãos dos maus, o homem chega a rir-se da honra, 
desanimar-se de justiça e ter vergonha de ser honesto." 

Rui Barbosa


Poder é o direito de deliberar, agir, mandar e, dependendo do contexto, exercer sua autoridade, soberania, a posse de um domínio, da influência ou da força. Poder é um termo que se originou a partir do latim possum, que significa “ser capaz de”, e é uma palavra que pode ser aplicada em diversas definições e áreas.

Segundo a sociologia, poder é a habilidade de impor a sua vontade sobre os outros, e existem diversos tipos de poder: o poder social, o poder econômico, o poder militar, o poder político, entre outros. Em toda história da humanidade, os homens aceitaram se organizar de maneira a exaltar alguns e inferiorizar outros. Mas se o poder é uma relação desigual, como podem os dominados se permitir serem subjugados? O poder não é agressivo ou escancarado. A hierarquia se estabelece nas pequenas coisas do dia-a-dia, nas subjetividades às quais somos expostos.

Alguns autores importantes que estudaram a questão de poder foram Michel Foucault, Max Weber, Pierre Bourdieu. As principais teorias sociológicas relacionadas ao poder são a teoria dos jogos, o feminismo, o machismo, o campo simbólico etc. Para a política, poder é a capacidade de impor algo sem alternativa para a desobediência. O poder político, quando reconhecido como legítimo e sancionado como executor da ordem estabelecida, coincide com a autoridade, mas há poder político distinto desta, como acontece no caso das revoluções ou nas ditaduras.

Temer os que praticam o mal é demonstrar que o bem ainda não se nos radicou na alma convenientemente. O poder se expressa nas diversas relações sociais, e onde existem relações de poder, existe política, e a política se expressa nas diversas formas de poder. Legislativo, Judiciário e Executivo.

Compreender a organização e o exercício do poder político nas sociedades contemporâneas nos obriga a ir muito além da reconstrução da história empreendida pelos grupos e classes vitoriosos, que o fizeram sempre consoante seus interesses de momento. O problema hoje, não me parece estar só no fato, já bastante conhecido, de a história ser a história dos vencedores. Afinal para se apresentar como vencedor é preciso reconhecer a existência de um derrotado e, neste sentido, conferir a ele um lugar na história, dar-lhe um nome, especificá-lo, ainda que para degradá-lo.

O poder político enquanto prática, no entanto, é cheio de mistérios, talvez por não se exercer num único registro. Vem daí a sua ambiguidade. Na realidade ele se exerce num duplo registro: um que eu chamaria de benevolente ligado à proteção, ao acolhimento, à integração das singularidades e, um todo outro, que eu denominaria de severo; aquele que estabelece a interdição, que comanda, ordena, impõe, pune e mata, recorrendo fundam mentalmente à coerção e à violência. A filosofia política indígena, com uma lucidez bem maior do que a nossa não ignora esta ambigüidade do poder e que o faz ser ao mesmo tempo criador da ordem social e portador de desordens: agente de todas as iniquidades.

Esses elementos quando estão atuando contra um cidadão, são capazes de praticar todo tipo de violência contra quem quer que seja, toda essa maldade e empáfia é alimentada pela “IMPUNIDADE”, e a certeza que na pior das hipóteses pra eles, quando forem pegos irão apenas passar alguns dias internados em uma dessas casas de “recuperação”, o que todos nós sabemos que la, eles podem adquirir qualquer coisa menos recuperação.

O que me parece grave hoje, é o fato de a história recente ser apresentada como resultante de um processo social sem sujeitos que se opõem, anulando-se desta forma a existência não só de conflitos e lutas, mas até mesmo, do derrotado. É como se os processos sociais ocorressem como certos fenômenos da natureza que se desenvolvem (até onde sabemos) independentemente da ação humana e frente aos quais, só os mais aptos sobrevivem e encontram o seu lugar.

Sempre existiu o poder, uma autoridade na guerra ou na paz, O poder é vital nos grupos humanos e necessário, com as necessidades dos grupos foi indispensável a divisão e delegação do poder com os outros membros existentes. O difícil é o saber lidar com esse poder . Com isso, sabemos que o homem sendo um ser social, necessita seguir uma ordem política, fundamentadas em normas jurídicas, que o oriente nas relações entre governantes e governados. Estabelecendo a ordem social e política e visando o bem comum. Finalidade única do poder institucionalizado. O objetivo do poder é manter a ordem, assegurar a defesa e promover o bem-estar da sociedade, cabe quem esta exercendo o poder cumpri-lo com honestidade e dignidade.


* Imagem: https://ovelhaperdida.wordpress.com/2015/10/23/sobre-o-poder-a-qualquer-custo/

Comentários

Graziella disse…
Adorei o texto!