A hidra arábica

*
Por Jonathan Mendes Caris


A milícia Estado Islâmico, a hidra arábica, completou um ano de existência na última semana fortalecida ante os esforços da comunidade internacional para destruí-la. Com forte presença no Iraque, Síria e Líbia, a facção resistiu a doze meses de batalha contra os exércitos iraquiano, sírio, curdo e aos bombardeios liderados pelos EUA. Assim como a Hidra de Lerna, a milícia mostrou ao mundo que suas fileiras só tendem a aumentar angariando combatentes de todo o globo, mesmo sofrendo baixas no campo de batalha. 

Nos rastros deixado pela Hidra arábica estão cidades iraquianas, sírias e líbias, dominadas ou arrasadas pelos bombardeios deflagrados pelo grupo. Fugas imensas de moradores que tentam se salvar da presas do monstro são diárias e, a esmo, estes se afogam no mar de areia. A história, cultura e a política de países milenares estão sendo engolidas pelo califado (fundamentado sob a lei islâmica, Sharia). Sob este jugo vivem aqueles que, não tendo para onde ir, acabaram presos às cidades invadidas. 

Os EUA e a coalisão internacional que combate o Estado Islâmico assistem à multiplicação da facção apesar dos esforços em derrotar o monstro, a sua multiplicação. Estima-se que a milícia dispõe atualmente de trinta mil combatentes e um poder de fogo para mais alguns anos de batalha. Sua maior arrecadação de investimento vem da venda do petróleo das refinarias tomadas do governo iraquiano e sírio e vendido no mercado negro. 

Após um ano do início das suas atividades em grande escalas, que a fizeram ficar mundialmente conhecida, a milícia ainda não sentiu os efeitos do contra-ataque empregado pelos países que a combatem. Enquanto isso, o povo aguenta calado as presas do monstro arrancarem suas vidas ante os olhos da comunidade internacional que não conseguiu encarnar um Herácles para dar fim a essa Hidra


* Imagem:  http://tribunadainternet.com.br/estado-islamico-e-uma-ameaca-cada-vez-mais-forte/

Comentários