Monoestrofes

*
Por Farlan Soares da Silva


I

desejaria um dia contemplar o infinito,
de lá urrar em todas as direções
e assim descobrir que nem eu nem ele,
nada representamos um para o outro,
somos profundo infinito:
desiderium de nós mesmos.


II

o amor existe.
é puro, íntegro, verdadeiro e fiel.
pude senti-lo um dia
em meio a anelos ardentes.
apareceu apenas neste dia
e não me lembro de ter vivido este dia.


III

a eternidade da alma,
a complacência do amor,
a semente que germina e não nasce...
tudo isso representa um estupor na alma humana,
capaz de verter o homem no próprio homem.


IV

o que é a vida humana?
uma fagulha de eternidade
dançando no infinito lúgubre
de nossa mente.


* Imagem:  http://www.deviantart.com/art/Edge-Of-Eloquence-525367738

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