Com a mira no alvo

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Por Jonathan Mendes Caris


Segundo a pesquisa publicada pelo IHA – Indice de Homicídio na Adolescência –, aproximadamente 42 mil jovens de 12 à 18 anos correm o risco de serem vítimas de homicidio no período de 2013 à 2019 nas grandes cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes. Na escalada de violência em que estamos vivendo não é surpreendente tal notícia. Vivemos com uma mídia que despeja toneladas de cadáveres todos os dias em nossas salas porque a violência rompeu seus freios e aumenta disparadamente em todas as regiões do país.

Somos obrigados a conviver reféns da violência marginal e da violência policial. Corremos para um beco sem saída e nos escondemos embaixo de um poste de luz, o que no final é tudo igual. O Brasil está carente de uma segurança pública. A bandidagem se alastra pelas ruas da cidade como um formigueiro pisoteado e, na guerra entre o Estado e o tráfico somos nós os cegos perdidos no tiroteio. Com uma polícia que mais nos põe medo ao invés de confiança, não há como fazer uma segurança pública de qualidade.

O Estado brasileiro está de joelhos para uma polícia militarizada e para o crime organizado. O Brasil está perdendo seus jovens para o tráfico que é alvo da bala que sai do fuzil do polícial. Enquanto houver essa deficiência social, educacional e militar no Brasil, onde é mais preferível para muitos pegar numa arma ao invés de um caderno e lápis, o Brasil continuará matando seus próprios filhos largados a mingua para serem vítimas dos mais espertos e mau intencionados. E o futuro do nosso país será apenas um grito utópico ecoado no meio de um tiroteio que sangra a sociedade brasileira.


* Imagem: Google.

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